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A Rota da Baleia Franca

Atualizado: Mai 14

Um lugar que reúne tudo o que um destino de ecoturismo pode ter de bom: natureza conservada, interesse histórico, charme e conforto.



A Rota da Baleia Franca é um arranjo de fornecedores de serviços e produtos turísticos – hotéis e pousadas, agências de turismo receptivo, guias e restaurantes - para oferecer tudo o que a região da APA da Baleia Franca tem de melhor. A Rota abrange mais ou menos a mesma região geográfica da APA, distribuída pelos municípios de Garopaba, Imbituba e Laguna, no litoral sul de Santa Catarina. Vamos esclarecer essa diferença. Segundo o site O Eco:

APA é a abreviatura de Área de Proteção Ambiental - uma extensa área natural destinada à proteção e conservação dos atributos bióticos (fauna e flora), estéticos ou culturais ali existentes, importantes para a qualidade de vida da população local e para a proteção dos ecossistemas regionais. O objetivo principal de uma APA é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, através da orientação, do desenvolvimento e da adequação das várias atividades humanas às características ambientais da área.

https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/29203-o-que-e-uma-area-de-protecao-ambiental/


A APA é uma unidade de conservação que admite diversas atividades humanas, incluindo cidades, atividades comerciais e até industriais, desde que orientadas para o uso sustentável de seus recursos naturais, ou seja, desde que não desenvolvam atividades poluidoras ou que agridem o meio ambiente.


Essa APA tem um apelo especial, as baleias francas. Os cetáceos estão entre as principais motivações para a criação da unidade, mas se você reparar no mapa, vai descobrir que a APA abrange uma porção de mar e uma porção de terra. A parte aquática busca garantir a qualidade do ambiente que as baleias francas escolheram para utilizar como berçário. No começo de junho as baleias começam a chegar para ali ter o seu filhote, amamentá-lo e ensiná-lo a nadar e a conviver com o mar. As baleias permanecem por ali até fins de outubro ou começo de novembro. De acordo com estudos que indicam uma variação no número de baleias que chegam à APA a cada ano, 2021 promete ser um ano de pico no número de baleias! A parte terrestre da APA procura complementar a proteção da área marinha com uma faixa terrestre que privilegia as iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável.


O viajante pode ver tudo isso de perto. Diversos mirantes naturais espalhados pelos morros e costões à beira do mar propiciam a observação das baleias. Melhor levar um bom binóculo! Estes mirantes estão distribuídos ao longo de trilhas que interligam as mais lindas praias, algumas ainda desertas. Um passeio relaxante e divertido é caminhar por estas trilhas entre praias e morros. Além da “caça às baleias” o viajante terá a oportunidade de mergulhar nas águas de cada praia pelo caminho.


Com uma atmosfera elegante, porém relaxante, a Praia do Rosa foi considerada um dos 7 paraísos escondidos do planeta, pelo prestigioso jornal inglês The Guardian. Tem tudo para agradar a todo tipo de aficionado por praia (e até aqueles que não o são tanto assim): baleias francas, gente bonita, surfistas, ecoturistas, charmosos bangalôs em pousadas descoladas para uma viagem romântica ou para viagens em família, tudo isso embalado por bons restaurantes distribuídos por uma vila de características rurais com ruas de terra e muita vegetação.


Garopaba surgiu de uma antiga estação baleeira, no tempo em que ainda se caçava esses magníficos mamíferos e, embora esta prática não mais exista, a pequena cidade mantém o clima de vila de pescadores, com ranchos de pesca artesanal à beira do mar, belas enseadas e uma produção artesanal representativa da cultura açoriana que colonizou este litoral. De quebra, o viajante pode conhecer sambaquis e pedras líticas, resquícios arqueológicos que testemunham a antiga ocupação humana na região.


A Lagoa do Ibiraquera é outro lugar de destaque. Cercada de muito verde e com águas rasas e mornas, principalmente no verão, é um lugar perfeito para a prática de stand up padlle, canoa e caiaque. A barra da lagoa tem uma larga praia de areias muito brancas, bem frequentadas no verão, mas o que chama a atenção no lugar é o festival de kite surfers que pontilham o mar e o céu com uma verdadeira coreografia de kites multicoloridos. Do lado sul da barra, uma pequena vila conta com pousadas e restaurantes para animar ainda mais o local.



Entre a Barra e Laguna, o Instituto Australis – Centro de Conservação da Baleia Franca mantém um centro de pesquisas que conta com uma exposição didática onde podemos aprender um pouco mais sobre o APA e a baleia, uma visita que vale um par de horas.


Mas ainda temos Laguna, que reúne uma vez mais história, natureza e um fenômeno raro no planeta. O charmoso centro histórico da cidade conta com um belo casario tombado da virada do século 19 para o século 20, que emoldura o antigo porto e o mercado à beira mar. Laguna foi o lugar de nascimento de Anita Graibaldi, heroína da Revolução Farroupilha que conta com um museu na cidade, além da casa onde nasceu. É possível conhecer os locais representativos da personagem por meio de uma visita orientada por uma guia caracterizada como Anita, “viajando no tempo” durante o passeio.


Mas é em Laguna que acontece o fenômeno da pesca com botos. Na barra de Laguna é possível assistir a essa interessante colaboração entre os pescadores artesanais e um grupo de cerca de 50 botos que parece treinado para a pesca. Os pescadores esperam à beira da água enquanto os botos cercam cardumes de tainhas e outros peixes, afugentando-os em direção a estes pescadores que já conhecem os botos e até dão nomes a eles. Um salto diferenciado do boto indica ao pescador que é hora de jogar a tarrafa. Os peixes que escapam da rede acabam na boca do golfinho, numa colaboração interespécies única no planeta. O viajante pode assistir a tudo isso bem de perto.


Ainda em Laguna, o farol de Santa Marta, construído em 1890 permanece em funcionamento até os nossos dias como um importante ponto de alerta aos navegantes da região. A vila e o farol emolduram uma bela baía preferida pelos surfistas.


E como tantos atrativos não bastassem, ainda temos a oportunidade de conhecer o marco do Tratado de Tordesilhas: acordo entre o reino de Portugal e o reino de Castela, celebrado em 7 de junho de 1494, na cidade de Tordesilhas (Espanha), que dividia o continente americano em dois territórios, um para cada reino, antes mesmo de se conhecer o tamanho e as características de cada território. O marco de pedra, próximo ao centro de Laguna, está construído na extremidade sul da costa brasileira sobre o meridiano que marcava a fronteira destes territórios.


Muita coisa para se ver e curtir em um lugar tão interessante. O roteiro Finis Terrae de 7 dias para a APA da Baleia Franca percorre todos estes atrativos e, como se não fosse o suficiente, conta com um opcional diferenciado, levando o viajante para conhecer as

serras do Rio do Rastro e do Corvo Branco, num dia inteiro dedicado ao ambiente de montanha, onde também vamos visitar o Morro da Igreja, no Parque Nacional de São Joaquim.


Veja aqui o roteiro completo de viagem para a APA da Baleia Franca.


Reservas podem ser realizadas pelo WhatsApp +5511944652336

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