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5 coisas que amamos numa viagem



Para viajar, basta existir.

Fernando Pessoa


Tem viagens e Viagens. A diferença pode ser sutil, mas que diferença! Sabe quando você tem que viajar porque é parte de seu trabalho ou de suas obrigações? É bem diferente de quando você sai de férias ou arruma uns dias para uma escapada das suas obrigações cotidianas. Também existem aqueles sortudos que encontram tempo e disposição para um período sabático, um bom tempo totalmente distante da rotina e do lugar em que vivem. Tem gente que resolve fazer intercâmbio em um lugar distante, vivenciando uma nova cultura, aprendendo uma nova língua, fazendo novos amigos. E também tem uma nova classe de viajantes, os nômades digitais, filhos do avanço tecnológico, que podem trabalhar de qualquer lugar do planeta onde haja uma conexão na internet e nunca ficam muito tempo em um mesmo destino.


Em cada tipo de viagem – e existem muitos outros tipos de viagem além dos que citei acima – encontramos algumas coisas que nos marcam e nos dão a certeza de que a viagem valeu a pena. Eu não sei se você vai concordar comigo, mas vou listar cinco coisas que, para mim, justificam uma viagem:


Encontros não marcados

Já aconteceu você encontrar um amigo próximo ou um parente querido no meio de uma viagem? E você nem sabia que aquela pessoa estaria viajando ao mesmo destino naquela data. É uma delícia! Quando aconteceu comigo, o encontro virou uma festa e motivo para relembrarmos o que fizemos juntos naquela viagem ou onde estivemos antes de nos encontrarmos.


Acasos adoráveis

Eu estava viajando a um novo destino, um lugar sobre o qual reuni um conjunto aceitável de informações para saber o que me esperava, aonde ir, o que ver. Mas quando cheguei lá, descobri que além das atrações notáveis estava acontecendo um festival, um evento artístico encantador. No dia seguinte, parei para ouvir um artista de rua tocando singelas músicas tradicionais, deixando o dia mais luminoso - e a viagem inesquecível.


Surpresas impensáveis

Cheguei sozinho a uma nova localidade, enfrentando a natural dificuldade de me orientar ou encontrar o endereço que estava procurando. Parei num café, pedi uma informação. O sujeito que estava ao meu lado no balcão se ofereceu para me levar até o local que eu estava procurando porque, por coincidência, era no caminho que ele ia percorrer. Na conversa durante o caminho, esse morador local me deu uma dica para visitar um vale que só os moradores daquela cidade frequentam. Dias depois eu tive a chance de ir ao local indicado e ali passei um dia maravilhoso.


Momentos inesquecíveis

A viagem era para os confins da América do Sul. Durante o trekking no Parque Nacional da Terra do Fogo, encontramos uma pequena clareira, perfeita para um acampamento no alto de uma elevação, um local protegido do vento pela vegetação, mas com uma abertura que era um mirante natural para a Baía Lapataia. Passamos dois dias naquele local. O fim da tarde ensolarado era magnífico. O pôr-do-sol - que acontecia lá pelas 23 horas naquela latitude - pintava as nuvens de vermelho e rosa, formando delicado desenho no céu, enquanto a calma das águas geladas da baía era quebrada apenas pela passagem de um ou outro lobo marinho.


Roubadas espetaculares

Nem tudo são flores em uma viagem e por vezes entramos em algumas roubadas. Uma vez, comprei um passeio para ver a paisagem de um mirante que prometia ser deslumbrante. A foto do cartaz que divulgava o lindo mirante não mostrava a feirinha barulhenta e desinteressante logo na entrada, nem aquele conjunto horroroso de antenas que tirava o prazer da vista. Para piorar as coisas, o tempo virou durante o passeio e o dia ficou nublado quando cheguei ao mirante. Não deu sequer para ver a vista!


Em outra viagem, peguei uma carona numa van ocupada por uma galera muito simpática e animada, mas como eu não falava uma palavra da língua local, não conseguia conversar com essas pessoas. Apesar dessa dificuldade, o grupo me convidou para uma festa ao fim da tarde e, mesmo sem legendas, o dia acabou muito divertido.


Entrei num supermercado para comprar um lanche e me entusiasmei com aquele vidrinho de geleia que parecia delicioso. Para completar, paguei um pouco a mais por um lindo pão artesanal. Na hora do lanche abri o pote de geleia e, ainda bem, resolvi cheirar o conteúdo para tentar descobrir de que era feito o doce, já que o rótulo estava naquela língua que não fazia sentido para mim. Meu olfato não me deixou dúvidas: o pote era de graxa para sapatos!


Seja com final triste ou final feliz até mesmo uma roubada pode acabar marcando a sua viagem e vira motivo de mais uma divertida história de viagem que você tem para contar.


E você, tem algo a acrescentar a essa lista? Deixe seu relato nos comentários.


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